No centro de Brotas, um conjunto arquitetónico único revela a história das peregrinações religiosas dos séculos XVI e XVII. Construído em torno do santuário de Nossa Senhora das Neves, este núcleo urbano compõe-se de hospedarias construídas por diferentes irmandades de localidades como Évora, Setúbal, Cabeção e Mora.
As edificações, dispostas em dois quarteirões irregulares, apresenta…
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No centro de Brotas, um conjunto arquitetónico único revela a história das peregrinações religiosas dos séculos XVI e XVII. Construído em torno do santuário de Nossa Senhora das Neves, este núcleo urbano compõe-se de hospedarias construídas por diferentes irmandades de localidades como Évora, Setúbal, Cabeção e Mora.
As edificações, dispostas em dois quarteirões irregulares, apresentam características arquitetónicas regionais distintivas. Casas de dois pisos, com volumes cúbicos e telhados de duas águas, mostram pormenores construtivos interessantes: vãos assimétricos, janelas de diferentes tratamentos e, nalguns casos, escadarias exteriores em cantaria.
Entre finais do século XVII e o século seguinte, estas hospedarias acolhiam romeiros que se deslocavam ao santuário para venerar Nossa Senhora das Neves. A concentração de construções neste período indicia o auge da devoção regional, com peregrinos a chegarem de localidades distantes como Setúbal e Évora.
Com o declínio do culto, as irmandades venderam os edifícios a particulares, alterando parcialmente o conjunto. Desde 1996, existe um projeto para transformar o núcleo em turismo de habitação, preservando a memória deste importante espaço de peregrinação.
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