Na aldeia de Joanes, duas fontes medievais de mergulho revelam a engenhosidade arquitetónica e a importância dos recursos hídricos no mundo rural português. Localizadas em diferentes pontos da povoação, estas estruturas históricas oferecem um olhar único sobre as práticas de abastecimento de água durante a Idade Média.
A primeira fonte, situada junto à Capela de Nossa Senhora do Ampar…
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Na aldeia de Joanes, duas fontes medievais de mergulho revelam a engenhosidade arquitetónica e a importância dos recursos hídricos no mundo rural português. Localizadas em diferentes pontos da povoação, estas estruturas históricas oferecem um olhar único sobre as práticas de abastecimento de água durante a Idade Média.
A primeira fonte, situada junto à Capela de Nossa Senhora do Amparo, apresenta uma cobertura quadrada com um arco de volta perfeita. O tanque, posicionado abaixo do nível do solo e protegido por uma abóbada de berço, é acessível através de três degraus cuidadosamente construídos. Esta configuração permitia à comunidade local recolher água de forma segura e protegida.
A segunda fonte, de estrutura mais simples, encontra-se numa das extremidades da aldeia. Também com o tanque abaixo do nível do solo, é coberta por uma estrutura quadrada com um vão de moldura reta. Estas fontes não são apenas elementos arquitetónicos, mas verdadeiros documentos vivos que contam a história da gestão de recursos hídricos e da vida comunitária em Joanes.
A sua localização estratégica e design funcional demonstram o conhecimento técnico e a adaptabilidade das comunidades rurais portuguesas na gestão da água durante o período medieval.
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