O Monte da Tumba, situado no Vale do Gaio, próximo do Torrão, é um povoado fortificado pré-histórico que testemunha a vida das comunidades do final do Neolítico e início do Calcolítico (entre 2500 e 2000 a.C.).
Implantado numa elevação estratégica, o sítio arqueológico ocupava uma área de 2500 a 3000 m2, protegido por muralhas defensivas e rodeado por paisagens de bosques de carvalhos…
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O Monte da Tumba, situado no Vale do Gaio, próximo do Torrão, é um povoado fortificado pré-histórico que testemunha a vida das comunidades do final do Neolítico e início do Calcolítico (entre 2500 e 2000 a.C.).
Implantado numa elevação estratégica, o sítio arqueológico ocupava uma área de 2500 a 3000 m2, protegido por muralhas defensivas e rodeado por paisagens de bosques de carvalhos, pinheiros e vegetação arbustiva. As escavações revelaram três fases de ocupação, cada uma com características próprias de construção e organização espacial.
Na primeira fase, construiu-se uma muralha robusta com 1,2 a 1,5 metros de espessura, reforçada por bastiões semicirculares de sete metros de diâmetro. Inicialmente, a comunidade dependia fortemente da caça - auroque, javali e cervo representavam 90% da fauna - mas progressivamente desenvolveu práticas agrícolas e pecuárias.
Os artefactos encontrados - pontas de flecha, pratos cerâmicos, crescentes e raras peças decoradas - oferecem um olhar único sobre as técnicas e quotidiano destas comunidades pré-históricas. A presença de torres, muralhas e diferentes fases construtivas demonstra a complexidade social deste povoado.
O Monte da Tumba constitui, assim, um local arqueológico fundamental para compreender as dinâmicas sociais e económicas do Alentejo pré-histórico.
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