Na aldeia de Melides, no litoral Alentejano, surge um núcleo museológico que preserva a secular arte oleira local. Situada no centro da aldeia, a Olaria do Mestre Chico documenta uma tradição que remonta ao século XVII, quando Melides se afirmou como centro de produção cerâmica da região de Santiago do Cacém.
O espaço integra uma olaria tradicional composta por três elementos fundamen…
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Na aldeia de Melides, no litoral Alentejano, surge um núcleo museológico que preserva a secular arte oleira local. Situada no centro da aldeia, a Olaria do Mestre Chico documenta uma tradição que remonta ao século XVII, quando Melides se afirmou como centro de produção cerâmica da região de Santiago do Cacém.
O espaço integra uma olaria tradicional composta por três elementos fundamentais: o forno, a oficina e a casa do oleiro. O forno circular, construído em tijolo, possui duas câmaras que permitiam a cozedura de peças através do calor da fornalha. A oficina, com pavimento em barro batido, conserva duas rodas de oleiro e mantém a arquitetura vernácula alentejana, com paredes caiadas de branco e pormenores em azul.
Francisco de Matos Almeida, conhecido como Mestre Chico, foi o último oleiro desta longa tradição, encerrando a atividade em 2007. Atualmente, o núcleo museológico permite conhecer o processo tradicional de modelação do barro, com oficinas onde a cerâmica continua viva, estabelecendo uma ponte entre passado e presente.
No espaço exterior, uma escultura do artista Vitor Ribeiro homenageia esta herança cultural, convidando os visitantes a mergulhar na história oleira de Melides.
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