A Barragem Romana do Pego da Moura, localizada a dois quilómetros de Grândola, no distrito de Setúbal, constitui um notável vestígio da engenharia hidráulica romana no território português. Construída há cerca de dois mil anos, durante o período de ocupação romana, a barragem integrava um complexo sistema de gestão de recursos hídricos na região.
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A Barragem Romana do Pego da Moura, localizada a dois quilómetros de Grândola, no distrito de Setúbal, constitui um notável vestígio da engenharia hidráulica romana no território português. Construída há cerca de dois mil anos, durante o período de ocupação romana, a barragem integrava um complexo sistema de gestão de recursos hídricos na região.
A estrutura apresenta características únicas: um muro retilíneo com 40 metros de comprimento, altura máxima de 3 metros e espessura de 2,90 metros. Composta maioritariamente por opus incertum, possui seis contrafortes no lado jusante, configurando um desenho arquitetónico singular. Entre os contrafortes extremos, destaca-se um poço semicircular em alvenaria, provavelmente edificado em momento posterior.
A barragem servia para represar um afluente do Rio Davino, criando uma bacia hidrográfica de 2,3 km². O seu propósito principal seria o abastecimento de campos agrícolas, habitações e um complexo termal identificado nas proximidades do Cerrado do Castelo.
Após a sua identificação no início do século XX, o local foi alvo de um processo de classificação em 1996, seguido de investigações arqueológicas sistemáticas, promovidas pela Câmara Municipal de Grândola.
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