O Pelourinho de Braga, hoje conservado no claustro da Sé, é um fragmento histórico que conta a profunda relação entre o poder eclesiástico e municipal na cidade. Datado do início do século XVI, o monumento apresenta características manuelinas e revela a importância dos arcebispos no desenvolvimento urbano de Braga.
Originalmente localizado diante da Sé e dos Paços do Concelho, o pelou…
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O Pelourinho de Braga, hoje conservado no claustro da Sé, é um fragmento histórico que conta a profunda relação entre o poder eclesiástico e municipal na cidade. Datado do início do século XVI, o monumento apresenta características manuelinas e revela a importância dos arcebispos no desenvolvimento urbano de Braga.
Originalmente localizado diante da Sé e dos Paços do Concelho, o pelourinho mudou várias vezes de lugar: em 1694 foi transferido para o Campo de Santana e, em 1844, para o Campo dos Touros, até chegar ao seu atual local de preservação.
Os fragmentos em granito incluem uma base paralelepipédica com molduras arredondadas, um troço cilíndrico do fuste e um remate cúbico decorado com elementos heráldicos. Nas suas faces, destacam-se esferas armilares e as armas episcopais de D. Diogo de Sousa e as armas régias, simbolizando a aliança entre a Igreja e a Coroa.
A peça reflete o papel fundamental dos arcebispos na formação de Braga, cidade conhecida como 'Roma Portuguesa', que desde o século XI cresceu em torno da Sé Catedral. O pelourinho documenta assim um período crucial da história municipal, onde a autoridade religiosa moldava o território e a sociedade.
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