No centro histórico de Braga, a Igreja da Misericórdia emerge como um testemunho arquitetónico singular do século XVI. Fundada em 1513 pela irmandade local, o templo inicial ocupava uma pequena capela no claustro da Sé, até que em 1558 os irmãos decidiram construir um edifício próprio junto à catedral.
A traça maneirista, atribuída ao arquiteto Manuel Luís, revela influências flamenca…
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No centro histórico de Braga, a Igreja da Misericórdia emerge como um testemunho arquitetónico singular do século XVI. Fundada em 1513 pela irmandade local, o templo inicial ocupava uma pequena capela no claustro da Sé, até que em 1558 os irmãos decidiram construir um edifício próprio junto à catedral.
A traça maneirista, atribuída ao arquiteto Manuel Luís, revela influências flamencas na fachada principal, com pormenores que a aproximam de outros templos do noroeste português, como a igreja de São Domingos em Viana do Castelo. A construção iniciou-se por volta de 1560, com a data de 1562 gravada no portal principal, marcando provavelmente a conclusão da fachada.
Ao longo dos séculos XVII e XVIII, a igreja foi objeto de sucessivas intervenções decorativas. Destacam-se os trabalhos de artistas como António Juzarte, que pintou retábulos em 1577, Francisco Soares, que decorou o teto do coro baixo em 1590, e Belchior Fernandes, responsável pela renovação dos retábulos em 1679.
O interior apresenta uma nave única em formato de L, combinando a estrutura maneirista original com um programa decorativo barroco. Elementos como o teto de caixotões, executado em 1656, e os painéis de azulejo colocados entre 1662 e 1664, enriquecem o seu valor patrimonial.
Classificada como Imóvel de
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