Na zona rural entre o Convento de Nossa Senhora da Luz, a Vigária e os contrafortes da Serra de Ossa, travou-se a 17 de Junho de 1665 uma das mais emblemáticas batalhas da Guerra da Restauração. Neste campo atravessado pela antiga via estratégica que une Vila Viçosa a Estremoz, defrontaram-se as tropas castelhanas do experiente Marquês de Caracena e o contingente português do Marquês de Marialv…
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Na zona rural entre o Convento de Nossa Senhora da Luz, a Vigária e os contrafortes da Serra de Ossa, travou-se a 17 de Junho de 1665 uma das mais emblemáticas batalhas da Guerra da Restauração. Neste campo atravessado pela antiga via estratégica que une Vila Viçosa a Estremoz, defrontaram-se as tropas castelhanas do experiente Marquês de Caracena e o contingente português do Marquês de Marialva, que incluía mercenários franceses e ingleses. A vitória portuguesa ditou praticamente o fim da guerra em 1668 e consagrou a autonomia política do reino, com repercussões no mapa geopolítico europeu: França reforçou a hegemonia pós-Guerra dos Trinta Anos e Inglaterra viu facilitada a expansão ultramarina pela divisão dos povos peninsulares.
A paisagem bem preservada coincide com o posicionamento dos dois exércitos e onde decorreram as operações militares decisivas. Na planície junto à aldeia de Barro Branco encontra-se o Padrão de Montes Claros, lápide comemorativa que perpetua a memória do lugar. Em 1669 foi fundada fronteira ao padrão pequena ermida, ampliada em meados de Setecentos, que abriga imagem de Nossa Senhora da Vitória.
Este sítio reúne dimensões patrimoniais múltiplas: paisagem histórica, monumentos comemorativos, memória imaterial e forte potencial arqueológico, constituindo-se como futuro estaleiro para investigação pluridisciplinar da arte da guerra barroca europeia.
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