Sentinela da fronteira alentejana, o Castelo de Borba nasceu da Reconquista cristã de 1217, quando Fernão Anes, mestre da Ordem Militar de São Bento de Avis, conquistou este território estratégico. Contudo, a muralha que hoje subsiste remonta ao impulso de D. Dinis, que em 1302 concedeu o primeiro foral à vila, integrando-a na linha defensiva do reino.
Os mestres Rodrigo Fernão e Dom…
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Sentinela da fronteira alentejana, o Castelo de Borba nasceu da Reconquista cristã de 1217, quando Fernão Anes, mestre da Ordem Militar de São Bento de Avis, conquistou este território estratégico. Contudo, a muralha que hoje subsiste remonta ao impulso de D. Dinis, que em 1302 concedeu o primeiro foral à vila, integrando-a na linha defensiva do reino.
Os mestres Rodrigo Fernão e Domingos Salvador ergueram uma cerca quadrada de muros espessos, rodeada por fosso e coroada por adarve com parapeito ameiado. Duas portas principais rasgavam a muralha: a Porta do Celeiro, defendida por torreões, e a Porta de Estremoz, protegida por grandes cubelos semicirculares. Nesta última, uma inscrição gótica do século XIV nomeia os construtores e exibe curiosamente um barbo gravado, peixe abundante na região que remete para a lenda fundacional de Borba.
No vértice noroeste surge a Torre de Menagem, relativamente baixa mas imponente, que albergou a cadeia da comarca no século XVII. Os cunhais revelam refinado aparelho em mármore regional. Embora o crescimento urbano tenha sacrificado troços da muralha ao longo dos séculos, subsistem ainda panos significativos, especialmente a ocidente junto à Porta de Estremoz. Vestígios de uma lápide romana dedicada a Júlio César recordam que, antes da fortaleza medieval, aqui já palpitava história milenar.
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