No centro de uma vila histórica, o pelourinho de Outeiro ergue-se como um símbolo vivo da autonomia municipal conquistada em 1514, quando a povoação recebeu o seu foral manuelino. Este marco arquitetónico, localizado junto à antiga cadeia, demarca o centro cívico da vila com uma elegância singular.
Assente numa base oitavada, o fuste desenvolve-se em secção octogonal, decorado com flo…
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No centro de uma vila histórica, o pelourinho de Outeiro ergue-se como um símbolo vivo da autonomia municipal conquistada em 1514, quando a povoação recebeu o seu foral manuelino. Este marco arquitetónico, localizado junto à antiga cadeia, demarca o centro cívico da vila com uma elegância singular.
Assente numa base oitavada, o fuste desenvolve-se em secção octogonal, decorado com flores alinhadas em faces alternadas e rematado por dois anéis. O capitel, em forma de cruz grega, conserva vestígios dos ferros que originalmente se projetavam dos seus braços.
Os pormenores decorativos revelam-se particularmente interessantes no remate superior. Numa das faces, observam-se as armas de Portugal; noutra, uma composição figurativa com uma figura eclesiástica e um cavaleiro ajoelhado, sugerindo uma narrativa histórica complexa.
Um aro de ferro com argolas no terço inferior do fuste completa a estrutura, testemunhando práticas administrativas e judiciais de outros tempos. O pelourinho constitui assim um elemento patrimonial que condensa memórias de poder local, justiça e autonomia municipal num único monumento.
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