Em 1881, a Sociedade de Geografia de Lisboa organizou uma expedição científica pioneira à Serra da Estrela, uma das regiões mais inóspitas de Portugal. Liderada por Hermenegildo Capelo e Sousa Martins, a viagem reuniu 42 elementos que acamparam no planalto superior da serra, a 1850 metros de altitude, durante duas semanas.
A expedição tinha objetivos ambiciosos: mapear a geologia, fau…
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Em 1881, a Sociedade de Geografia de Lisboa organizou uma expedição científica pioneira à Serra da Estrela, uma das regiões mais inóspitas de Portugal. Liderada por Hermenegildo Capelo e Sousa Martins, a viagem reuniu 42 elementos que acamparam no planalto superior da serra, a 1850 metros de altitude, durante duas semanas.
A expedição tinha objetivos ambiciosos: mapear a geologia, fauna, flora, hidrografia e condições meteorológicas da região. Os cientistas exploraram as potencialidades agrícolas, minerais e arqueológicas de um território até então pouco conhecido, procurando vestígios da presença lusitana.
Um dos resultados mais significativos foi a descoberta das excepcionais condições climáticas da serra para o tratamento da tuberculose. Sousa Martins chamou a atenção dos meios científicos para estas características, defendendo posteriormente a construção de casas de saúde na zona da Guarda.
Em 1889, foi edificado um marco de pedra na estrada do antigo sanatório das Penhas da Saúde, assinalando a importância histórica desta expedição. As inscrições no monumento recordam as diferentes etapas que conduziram à criação do primeiro sanatório para tuberculosos em Portugal.
A expedição de 1881 representa um momento crucial na compreensão científica e no desenvolvimento da região da Serra da Estrela.
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