As muralhas da Covilhã, com raízes que remontam ao século XII, são um testemunho fascinante da evolução histórica da cidade. Construídas inicialmente durante o reinado de D. Sancho I, estas fortificações defensivas ocupavam uma área de 90.000 m², protegendo um núcleo urbano estrategicamente localizado na região da Serra da Estrela.
O sistema defensivo, caracterizado por um polígono ir…
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As muralhas da Covilhã, com raízes que remontam ao século XII, são um testemunho fascinante da evolução histórica da cidade. Construídas inicialmente durante o reinado de D. Sancho I, estas fortificações defensivas ocupavam uma área de 90.000 m², protegendo um núcleo urbano estrategicamente localizado na região da Serra da Estrela.
O sistema defensivo, caracterizado por um polígono irregular de formato quase quadrangular, integrava sete torres largas e cinco portas principais. A Porta do Sol, a nascente, e a Porta do Castelo, a noroeste, eram pontos fundamentais na comunicação entre o espaço urbano e os territórios circundantes.
Ao longo dos séculos, as muralhas sofreram diversas intervenções. D. Dinis, em 1300, ordenou uma reformulação significativa, alargando o perímetro defensivo. Posteriormente, monarcas como D. Manuel I continuaram a realizar obras de manutenção e adaptação.
Atualmente, restam poucos vestígios originais. Alguns troços estão integrados em construções modernas, como se observa nas Portas do Sol. Um torreão octogonal, hoje convertido em reservatório de água, permanece como elemento arquitetónico remanescente deste importante conjunto histórico.
O Miradouro das Portas do Sol oferece aos visitantes uma panorâmica deslumbrante sobre a região, permitindo uma perspetiva única da história e geografia local.
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