O Castro de Leceia, situado em Barcarena, Oeiras, é um impressionante povoado pré-histórico que testemunha a vida comunitária entre 3200 e 2300 a.C. Implantado numa plataforma escarpada sobre o vale de Barcarena, o sítio arqueológico domina visualmente a entrada do rio Tejo, revelando uma estratégia defensiva cuidadosamente planeada.
O povoado desenvolveu-se em cinco fases distintas, …
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O Castro de Leceia, situado em Barcarena, Oeiras, é um impressionante povoado pré-histórico que testemunha a vida comunitária entre 3200 e 2300 a.C. Implantado numa plataforma escarpada sobre o vale de Barcarena, o sítio arqueológico domina visualmente a entrada do rio Tejo, revelando uma estratégia defensiva cuidadosamente planeada.
O povoado desenvolveu-se em cinco fases distintas, começando como um assentamento aberto no Neolítico Final, sem estruturas defensivas. No Calcolítico Inicial, os habitantes construíram um complexo sistema defensivo com três linhas de muralhas curvilíneas, reforçadas por bastiões semicirculares que protegiam três entradas sinuosas.
Os cerca de 200-300 habitantes dedicavam-se a uma economia agro-pastoril diversificada, complementada pela pesca e recolha de marisco. As escavações revelaram estruturas habitacionais, maioritariamente de planta circular e elipsoidal, construídas com blocos de calcário locais.
Os artefactos encontrados - pontas de seta em sílex, machados, anzóis de cobre, cerâmica campaniforme e objetos em osso - documentam uma comunidade tecnologicamente avançada, com desenvolvimento metalúrgico e têxtil significativo.
O povoado foi abandonado no início da Idade do Bronze, deixando um registo arqueológico rico que pode ser observado na Fábrica da Pólvora, onde está exposta uma maqueta.
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