A Capela de Santo Amaro, localizada na colina de Alcântara em Lisboa, é um raro exemplar da arquitetura renascentista portuguesa do século XVI. Construída em 1549, provavelmente por Diogo de Torralva, o templo destaca-se pela sua planta centralizada, inspirada em modelos italianos, nomeadamente nos desenhos do tratadista Sebastiano Serlio.
A estrutura única compõe-se de dois cilindros…
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A Capela de Santo Amaro, localizada na colina de Alcântara em Lisboa, é um raro exemplar da arquitetura renascentista portuguesa do século XVI. Construída em 1549, provavelmente por Diogo de Torralva, o templo destaca-se pela sua planta centralizada, inspirada em modelos italianos, nomeadamente nos desenhos do tratadista Sebastiano Serlio.
A estrutura única compõe-se de dois cilindros: um espaço circular principal e uma galilé semicircular na fachada. O interior revela-se surpreendente, com paredes totalmente revestidas de azulejos policromáticos tardo-maneiristas, representando cenas relacionadas com Santo Amaro. A cúpula semi-esférica e o lanternim conferem luminosidade ao espaço.
Originalmente um local de peregrinação, a capela sobreviveu a momentos difíceis, tendo sido abandonada após a implantação da República e utilizada inclusivamente como carvoaria. Em 1928, foi reabilitada para o culto pela Irmandade do Santíssimo Sacramento.
Classificada como Monumento Nacional desde 1910, a Capela de Santo Amaro oferece aos visitantes um olhar íntimo sobre a arquitetura religiosa portuguesa quinhentista, com pormenores arquitetónicos e decorativos que contam histórias de devoção, arte e resiliência.
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