O edifício da Caixa Geral de Depósitos na Figueira da Foz, construído entre 1942 e 1948, constitui um exemplo notável da arquitetura portuguesa do período do Estado Novo. Projetado pelo arquiteto João Simões, o imóvel situa-se na Praça Luís de Camões, um dos principais espaços urbanos da frente marítima da cidade.
A estrutura desenvolve-se em quatro pisos, com uma planta retangular pr…
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O edifício da Caixa Geral de Depósitos na Figueira da Foz, construído entre 1942 e 1948, constitui um exemplo notável da arquitetura portuguesa do período do Estado Novo. Projetado pelo arquiteto João Simões, o imóvel situa-se na Praça Luís de Camões, um dos principais espaços urbanos da frente marítima da cidade.
A estrutura desenvolve-se em quatro pisos, com uma planta retangular profunda e três fachadas que se destacam pela verticalidade dos volumes. A entrada principal, localizada no corpo lateral, é marcada por um portal neo-barroco com baixos-relevos escultóricos de Leopoldo de Almeida, representando a pesca e a indústria local.
O edifício integra as características do chamado 'Português Suave', com uma linguagem arquitetónica funcionalista. Apresenta uma composição geométrica equilibrada, alternando linhas retas e curvas, com janelas simétricas que diminuem de dimensão nos pisos superiores. O remate lateral com uma torre de coruchéu confere ao conjunto uma elegância particular.
No contexto das agências bancárias construídas na década de 40, este exemplar destaca-se pela sua sobriedade e leveza arquitetónica, constituindo um testemunho valioso da arquitetura institucional portuguesa de meados do século XX.
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