Num vale protegido pela Serra da Sombra a norte e pela Serra do Pinheiro a sul — razão do topónimo "Covas" —, a Igreja de Santa Maria de Covas do Barroso é um exemplar relevante do românico regional. De construção medieval, o templo sofreu sucessivas intervenções arquitetónicas e decorativas que enriqueceram o conjunto sem lhe retirar o carácter original.
A fachada principal, rematad…
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Num vale protegido pela Serra da Sombra a norte e pela Serra do Pinheiro a sul — razão do topónimo "Covas" —, a Igreja de Santa Maria de Covas do Barroso é um exemplar relevante do românico regional. De construção medieval, o templo sofreu sucessivas intervenções arquitetónicas e decorativas que enriqueceram o conjunto sem lhe retirar o carácter original.
A fachada principal, rematada em empena com cruz latina, abre-se em portal retangular encimado por óculo. O exterior destaca-se pela cachorrada historiada e lisa que coroa os muros laterais e pela torre sineira verticalista que se sobressai do adro, ostentando imagem de Santo Ildefonso em nicho.
O interior de planta longitudinal revela tesouros notáveis. A nave única, pavimentada com lajes graníticas e coberta por teto de masseira com caixotões pintados, exibe pinturas murais setecentistas nas paredes. Do lado do Evangelho sobressai púlpito de balcão sobre mísula de cantaria, enquanto do lado da Epístola um arcosólio em arco quebrado acolhe o túmulo com estátua jacente de Afonso Eanes Barroso, escudeiro do primeiro Duque de Bragança.
A capela-mor, totalmente pintada incluindo a abóbada de cruzaria ogival assente em quatro mísulas cantonais, constitui o núcleo mais impressionante. Aqui repousa a imagem da padroeira Santa Maria, esculpida em estilo gótico em pedra de ançã, completando este conjunto que harmoniza sucessivas épocas artísticas num testemunho vivo da história barrosã.
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