Num dos extremos da aldeia de Atilhó, a Capela de Santa Margarida é de notável austeridade arquitetónica. Edificada na segunda metade do século XVIII, terá sido sagrada em 1763, conforme inscrição na fachada lateral do lado do Evangelho. O templo revela fortes afinidades estilísticas com a Igreja de Santa Eulália de Pensalvos, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, intervencionada no final de Sei…
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Num dos extremos da aldeia de Atilhó, a Capela de Santa Margarida é de notável austeridade arquitetónica. Edificada na segunda metade do século XVIII, terá sido sagrada em 1763, conforme inscrição na fachada lateral do lado do Evangelho. O templo revela fortes afinidades estilísticas com a Igreja de Santa Eulália de Pensalvos, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, intervencionada no final de Seiscentos.
A fachada principal apresenta portal central de moldura recta, flanqueado por janelas retangulares de linhas igualmente depuradas. Sobre a porta destaca-se pequeno óculo envolvido por roseta decorativa de oito pontas com folhas compridas e estreitas. Os cunhais de pilastras com entablamento, encimados por pináculos com esferas, repetem-se no alçado posterior, criando ritmo vertical elegante.
O elemento de maior destaque é a sineira que remata a empena, formada por arco de volta perfeita com duplas volutas que se unem suportando cruz central, flanqueada por pináculos. O desgaste e coloração ferruginosa na zona central da fachada testemunham séculos de uso da corrente metálica do sino.
No interior de planta retangular, nave e cabeceira diferenciam-se apenas pela maior largura desta última. As paredes revestem-se de azulejos azuis, brancos e amarelos aplicados no século XX, época da construção da sacristia lateral. Na capela-mor, retábulo rococó de talha dourada e policromada acolhe a padroeira Santa Margarida, ladeada por Santa Bárbara e Santa Luzia. Classificada como de interesse municipal em 1986, a capela mantém viva a devoção popular transmontana.
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