Em Castelo Branco, o Chafariz de São Marcos emerge como um discreto vestígio arquitetónico do século XVI, escondido nas traseiras da Capela de São Marcos. Construído em granito aparelhado, o chafariz revela pormenores decorativos que contam histórias da transição entre os períodos manuelino e maneirista.
O elemento central do chafariz é o seu espaldar, definido por duas pilastras com …
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Em Castelo Branco, o Chafariz de São Marcos emerge como um discreto vestígio arquitetónico do século XVI, escondido nas traseiras da Capela de São Marcos. Construído em granito aparelhado, o chafariz revela pormenores decorativos que contam histórias da transição entre os períodos manuelino e maneirista.
O elemento central do chafariz é o seu espaldar, definido por duas pilastras com volutas, assente num tanque retangular. Os elementos decorativos são particularmente interessantes: no espaldar encontram-se gravados os símbolos nacionais, com o escudo nacional ladeado pela esfera armilar e flores-de-lis sob a Cruz de Cristo.
Apesar de originalmente concebido para o abastecimento de água à população local, em meados do século XIX o chafariz já apresentava água salobra, servindo apenas para usos básicos e para o consumo animal. A sua nascente, localizada na encosta do Castelo, corria por um canal subterrâneo até ao chafariz.
A persistência de elementos decorativos manuelinos numa época posterior demonstra uma abordagem artística conservadora, revelando como as tradições arquitetónicas se mantinham vivas nos territórios mais afastados dos grandes centros artísticos.
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