Em São Martinho do Porto, um edifício especial conta a história da emigração portuguesa no início do século XX. Construído em 1910 por António Rosa, um emigrante que regressou do Brasil com fortuna, o imóvel reflete o fenómeno dos 'torna-viagem' - portugueses que enriqueceram no estrangeiro e regressaram para ostentar o seu sucesso.
A arquitetura revela pormenores fascinantes: uma pla…
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Em São Martinho do Porto, um edifício especial conta a história da emigração portuguesa no início do século XX. Construído em 1910 por António Rosa, um emigrante que regressou do Brasil com fortuna, o imóvel reflete o fenómeno dos 'torna-viagem' - portugueses que enriqueceram no estrangeiro e regressaram para ostentar o seu sucesso.
A arquitetura revela pormenores fascinantes: uma planta em forma de U, dois pisos, cave elevada e um torreão piramidal que domina a ala esquerda. A fachada principal apresenta janelas em estilo arte nova, com molduras em cantaria recortada, e um frontão circular que coroa a entrada principal. Um friso de azulejos rosa e verde percorre toda a fachada, conferindo um toque decorativo característico da época.
Rodeado por um jardim murado com relvados, canteiros floridos e palmeiras que evocam um ambiente exótico, o edifício foi inicialmente uma residência privada, transformando-se posteriormente em pensão e, mais tarde, no atual hotel. Representa um exemplo notável da arquitetura residencial da costa Oeste portuguesa, testemunhando as dinâmicas sociais e económicas do início do século passado. Este edifício ficou destruído pelo incêndio que aí deflagrou a 21 de janeiro de 2024.
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