No distrito da Guarda, Celorico da Beira e Linhares revelam um capítulo fascinante da arquitetura portuguesa quinhentista. As janelas manuelinas destas vilas antigas contam histórias de prosperidade comercial e expressão artística entre os séculos XVI e XVII.
A tradição de ornamentar edifícios com portas e janelas artisticamente trabalhadas nasceu inicialmente nas estruturas religiosa…
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No distrito da Guarda, Celorico da Beira e Linhares revelam um capítulo fascinante da arquitetura portuguesa quinhentista. As janelas manuelinas destas vilas antigas contam histórias de prosperidade comercial e expressão artística entre os séculos XVI e XVII.
A tradição de ornamentar edifícios com portas e janelas artisticamente trabalhadas nasceu inicialmente nas estruturas religiosas medievais e expandiu-se posteriormente para casas particulares. Em Linhares, estas janelas decorativas marcam especialmente as fachadas de casas da burguesia local, incluindo residências de famílias comerciantes e comunidades judaicas.
As janelas caracterizam-se por arcos duplos, elementos decorativos como lóbulos, motivos geométricos e elementos naturais esculpidos em granito. A mais antiga data registada remonta a 1515, em Pousa Foles do Bispo. A proximidade com a Guarda e o desenvolvimento comercial com Espanha permitiram o florescimento desta expressão arquitetónica.
Em Celorico da Beira, particularmente na zona do Castelo, encontram-se exemplares notáveis. Linhares destaca-se pela Casa do Judeu, com uma janela manuelina de rara elegância, testemunho de uma época de transformação cultural e artística.
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