No coração da vila do Redondo, o Convento de Santo António emerge como um marco histórico da arquitetura religiosa do século XVII. Fundado por D. João Coutinho, 5º Conde do Redondo, o conjunto conventual revela a riqueza artística da época barroca.
A igreja, de fachada austera segundo os princípios da arquitetura chã, abre-se para o exterior com elementos decorativos singulares. O int…
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No coração da vila do Redondo, o Convento de Santo António emerge como um marco histórico da arquitetura religiosa do século XVII. Fundado por D. João Coutinho, 5º Conde do Redondo, o conjunto conventual revela a riqueza artística da época barroca.
A igreja, de fachada austera segundo os princípios da arquitetura chã, abre-se para o exterior com elementos decorativos singulares. O interior surpreende pela nave única coberta por abóbada de berço, revestida de azulejaria azul e branca com painéis narrativos sobre a vida de Santo António.
O retábulo em mármore de Estremoz, com camarim central onde se destaca a imagem do santo padroeiro, complementa-se com elementos de talha dourada e policromada. Pormenores como o baldaquino sobre o púlpito e a grade de nogueira entalhada conferem ao espaço uma dimensão artística única.
Após a extinção das ordens religiosas, o convento foi adaptado. A Câmara Municipal instalou o Cemitério Municipal e, em 2009, transformou parte do edifício no Museu do Barro, preservando a memória cultural local.
Localizado a noroeste do castelo da vila, o conjunto arquitetónico mantém a importância histórica como testemunho de uma época e de práticas religiosas que marcaram a região alentejana.
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