O Castro do Coto da Pena, situado na confluência dos rios Coura e Minho, revela uma fascinante história de ocupação humana que se estende desde a Idade do Bronze até à Idade Média. Este povoado fortificado implantado num maciço rochoso oferece um olhar único sobre as comunidades que habitaram o noroeste peninsular.
As escavações arqueológicas revelaram um complexo sistema defensivo ad…
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O Castro do Coto da Pena, situado na confluência dos rios Coura e Minho, revela uma fascinante história de ocupação humana que se estende desde a Idade do Bronze até à Idade Média. Este povoado fortificado implantado num maciço rochoso oferece um olhar único sobre as comunidades que habitaram o noroeste peninsular.
As escavações arqueológicas revelaram um complexo sistema defensivo adaptado à topografia acidentada, com uma muralha assente na rocha granítica. No interior do povoado, destacam-se estruturas habitacionais de planta circular, alongada e retangular, algumas com lareiras, evidenciando a organização social e espacial dos seus habitantes.
Os vestígios arqueológicos atestam uma comunidade dinâmica, com intensas trocas comerciais. Cerâmicas indígenas de fabrico manual coexistem com peças importadas, revelando contactos atlânticos, mediterrânicos e meridionais entre os séculos IV a.C. e IV d.C. Um violento incêndio marcou o fim do povoamento, interrompendo séculos de ocupação contínua.
A proximidade com outros povoados fortificados, como a Cividade de Âncora e Santa Tecla, reforça a importância estratégica deste local no contexto da cultura castreja regional, proporcionando aos visitantes uma janela única para o passado pré-romano e romano do território.
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