Na Rua da Vilarinha, no Porto, é possível encontrar uma casa singular que marca a paisagem urbana e a memória cultural da cidade. Projetada em 1940 para o cineasta Manoel de Oliveira, a habitação resulta da colaboração de três nomes fundamentais do modernismo português: José Porto (arquitetura), Viana de Lima (interiores) e Cassiano Branco (espaços exteriores).
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Na Rua da Vilarinha, no Porto, é possível encontrar uma casa singular que marca a paisagem urbana e a memória cultural da cidade. Projetada em 1940 para o cineasta Manoel de Oliveira, a habitação resulta da colaboração de três nomes fundamentais do modernismo português: José Porto (arquitetura), Viana de Lima (interiores) e Cassiano Branco (espaços exteriores).
A moradia desenvolve-se em três pisos, organizados segundo uma lógica funcional moderna: o piso térreo dedicado a serviços, o intermédio para áreas sociais e o superior para espaços privados. A sua conceção arquitetónica destaca-se pela originalidade, com um corpo central de linhas curvas que contrasta com os volumes retangulares adjacentes.
Implantada num lote retangular em plataformas, a casa estabelece um diálogo subtil com a envolvente urbana, desde a zona próspera da Boavista até à área industrial da Circunvalação. As janelas amplas permitem uma relação íntima com a paisagem, transformando o espaço interno num quase travelling cinematográfico.
Em 2015, foi classificada como Monumento de Interesse Público, reconhecendo o seu valor patrimonial. A propriedade, que foi lar de Manoel de Oliveira durante 42 anos, mantém intacta a sua capacidade de evocar memórias e inspirar quem a visita.
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