Na extremidade sul da Praça Marquês de Pombal, no Porto, encontra-se um quiosque singular que conta a história urbana portuguesa do início do século XX. Construído em 1931 por José Ribeiro Gomes, o edifício representa um exemplar tardio do estilo Arte Nova em betão, com linhas geométricas que contrastam com o coreto de ferro próximo.
A estrutura retangular apresenta portas e janelas c…
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Na extremidade sul da Praça Marquês de Pombal, no Porto, encontra-se um quiosque singular que conta a história urbana portuguesa do início do século XX. Construído em 1931 por José Ribeiro Gomes, o edifício representa um exemplar tardio do estilo Arte Nova em betão, com linhas geométricas que contrastam com o coreto de ferro próximo.
A estrutura retangular apresenta portas e janelas com molduras retangulares e guardas de ferro forjado decoradas com motivos ornamentais. Os detalhes arquitetónicos incluem uma platibanda recortada geometricamente e um telhado de quatro águas inspirado em pagodes chineses, elementos que conferem ao quiosque uma estética única.
Estes espaços eram pontos de encontro cultural nas cidades portuguesas do final do século XIX e início do século XX. O quiosque da Praça Marquês de Pombal, classificado como Imóvel de Interesse Municipal em 1996, mantém a sua função original de venda de revistas e jornais, preservando um fragmento da vida urbana portuense.
A sua localização e arquitetura convidam os visitantes a observar um elemento patrimonial que regista a transformação dos espaços públicos portugueses durante a primeira metade do século passado.
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