No centro histórico do Porto, a Cadeia e Tribunal da Relação é um testemunho muito claro da evolução judicial portuguesa. Construído entre 1765 e 1796 por iniciativa de João de Almada e Melo, o edifício foi projetado pelo arquiteto Eugénio dos Santos, um dos principais reconstrutores da Lisboa pombalina.
O imóvel de planta poligonal irregular apresenta duas fachadas nobres: uma voltad…
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No centro histórico do Porto, a Cadeia e Tribunal da Relação é um testemunho muito claro da evolução judicial portuguesa. Construído entre 1765 e 1796 por iniciativa de João de Almada e Melo, o edifício foi projetado pelo arquiteto Eugénio dos Santos, um dos principais reconstrutores da Lisboa pombalina.
O imóvel de planta poligonal irregular apresenta duas fachadas nobres: uma voltada para a Rua de São Bento da Vitória e outra para o Campo dos Mártires da Pátria. No seu interior, distribuíam-se as celas denominadas enxovias, com nomes de santos, salas de tribunal e uma capela, refletindo os costumes judiciais da época.
Ao longo da história, passou por ilustres hóspedes, como Camilo Castelo Branco e Ana Plácido, presos por adultério, e outros personagens marcantes como o Duque da Terceira. Após décadas como estabelecimento prisional, o edifício foi transformado em 1997 no Centro Português de Fotografia, preservando a memória das suas antigas funções.
A arquitetura mantém elementos originais, como o vestíbulo com frontão triangular decorado com as armas reais e uma escultura representando a Justiça, convidando os visitantes a mergulhar na história judicial do Porto.
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