Na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, o Palacete Ribeiro da Cunha emerge como um notável exemplo da arquitetura revivalista do século XIX. Construído entre 1877 e 1879 por iniciativa do capitalista José Ribeiro da Cunha, o edifício representa o primeiro palacete de inspiração mourisca na capital portuguesa.
O projeto do arquiteto Henrique Carlos Afonso distingue-se pela sua linguagem …
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Na Praça do Príncipe Real, em Lisboa, o Palacete Ribeiro da Cunha emerge como um notável exemplo da arquitetura revivalista do século XIX. Construído entre 1877 e 1879 por iniciativa do capitalista José Ribeiro da Cunha, o edifício representa o primeiro palacete de inspiração mourisca na capital portuguesa.
O projeto do arquiteto Henrique Carlos Afonso distingue-se pela sua linguagem arquitetónica única, marcada por elementos decorativos que evocam a herança árabe: arcos em ferradura, cúpulas bulbosas e uma platibanda com merlões. A fachada principal, voltada para a praça, desenvolve-se em três corpos, com um portal triplo em arco e janelas ornamentadas que testemunham o gosto estético da burguesia oitocentista.
No interior, o palacete organiza-se em torno de um pátio central retangular, iluminado por uma claraboia zenital. Os espaços interiores revelam uma decoração elaborada, com estuques de Domingos Meira, pavimentos de mosaico cerâmico e uma escadaria de honra pontuada por estátuas metálicas.
Ao longo das décadas, o palacete conheceu diferentes proprietários e funções, tendo acolhido a Reitoria da Universidade Nova de Lisboa durante os anos 80. Atualmente, o edifício foi reconvertido num espaço comercial, mantendo intacta a sua monumentalidade e valor patrimonial.
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