No centro do município da Póvoa de Lanhoso, no lugar da Pena em Garfe, encontramos um santuário rupestre que transporta os visitantes aos tempos da romanização da Península Ibérica. Implantado num afloramento granítico de forma circular, o local revela três tanques escavados na rocha, cada um com características únicas: um principal em formato de T, orientado de Este para Oeste, simbolizando po…
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No centro do município da Póvoa de Lanhoso, no lugar da Pena em Garfe, encontramos um santuário rupestre que transporta os visitantes aos tempos da romanização da Península Ibérica. Implantado num afloramento granítico de forma circular, o local revela três tanques escavados na rocha, cada um com características únicas: um principal em formato de T, orientado de Este para Oeste, simbolizando possivelmente o ciclo nascimento-morte.
Os tanques, cuidadosamente esculpidos no granito, são acessíveis por um carreiro desgastado que sugere o percurso ancestral dos rituais ali praticados. Na vertente sul do penedo, degraus talhados na rocha e um altar preparado a pico completam a paisagem arqueológica.
A envolvente guarda vestígios de estruturas adicionais, indicando que o santuário terá sido originalmente mais complexo. Embora ainda não tenham sido realizadas escavações arqueológicas definitivas, os fragmentos cerâmicos dispersos e a comparação com outros santuários similares, como Panóias em Vila Real, apontam para uma origem no período romano.
Classificado como Sítio de Interesse Público em 2020, o Santuário Rupestre de Garfe convida à reflexão sobre os rituais e práticas culturais dos povos que habitaram esta região.
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