No território próximo ao rio Tejo, o sítio arqueológico romano de Vale de Junco revela uma antiga villa datada dos séculos III-IV d.C. Implantada numa esplanada em declive, rodeada por olivais, a área arqueológica ocupa aproximadamente dois hectares e testemunha a dinâmica ocupação romana na região.
Os vestígios mais significativos correspondem a um complexo termal distribuído em dois…
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No território próximo ao rio Tejo, o sítio arqueológico romano de Vale de Junco revela uma antiga villa datada dos séculos III-IV d.C. Implantada numa esplanada em declive, rodeada por olivais, a área arqueológica ocupa aproximadamente dois hectares e testemunha a dinâmica ocupação romana na região.
Os vestígios mais significativos correspondem a um complexo termal distribuído em dois andares, onde se podem observar os muros retilíneos originais. O complexo integrava diferentes espaços funcionais: o atrium, o apodytherium para despir, o frigidarium de águas frias, o tepidarium de temperatura moderada e o caldarium aquecido através do sistema de hypocaustum.
Os pavimentos em opus signinum (material de construção usado na Roma antiga, feito de pedaços muito pequenos de cerâmica misturados com argamassa) e os diversos fragmentos arqueológicos - cerâmica comum, elementos construtivos romanos, vidro, metal e moedas do Baixo Império - oferecem pistas sobre a vida quotidiana e a organização social deste povoado. A proximidade com a antiga Aritium Vetus e a possível ligação à exploração aurífera local conferem a este local um interesse histórico particular.
Os visitantes podem hoje observar as estruturas arqueológicas que nos transportam para a complexidade da presença romana neste território do atual Ribatejo.
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