No centro de Leça do Bailio, o cruzeiro quinhentista erguido por encomenda de D. Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem do Hospital, revela a riqueza artística do início do século XVI. Datado de 1514, o monumento foi esculpido por Diogo Pires O Moço, um artista de Coimbra que trabalhou no auge da sua carreira.
Construído em pedra de ançã, o cruzeiro assenta sobre uma base de granito c…
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No centro de Leça do Bailio, o cruzeiro quinhentista erguido por encomenda de D. Frei João Coelho, Grão-Mestre da Ordem do Hospital, revela a riqueza artística do início do século XVI. Datado de 1514, o monumento foi esculpido por Diogo Pires O Moço, um artista de Coimbra que trabalhou no auge da sua carreira.
Construído em pedra de ançã, o cruzeiro assenta sobre uma base de granito com dois degraus. A coluna cilíndrica apresenta pormenores decorativos característicos da época: anéis ornamentados com flores de liz, um capitel com folhas de acanto e uma cruz latina com braços decorados por florões. O brasão dos Coelhos, família nobre da época, marca a presença do seu comendador.
A peça reflete a influência dos escultores flamengos que trabalhavam em Coimbra no final do século XV e início do século XVI, visível nos motivos naturalistas e na técnica de talha. Após décadas de abandono depois da extinção das ordens religiosas no século XIX, o cruzeiro foi restaurado entre 1964 e 1966, sendo hoje protegido por uma estrutura contemporânea que preserva a sua integridade histórica.
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