O conjunto conventual de Nossa Senhora do Egipto, localizado nas proximidades de Torres Novas, revela uma história rica que remonta ao século XVI. Fundado inicialmente em 1561 pelo Duque de Aveiro, D. João de Lencastre, o convento nasceu como um modesto espaço dedicado aos frades arrábidos, caracterizado por paredes de adobe e estruturas simples.
Em 1591, no lugar de Berlé, o conjunto…
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O conjunto conventual de Nossa Senhora do Egipto, localizado nas proximidades de Torres Novas, revela uma história rica que remonta ao século XVI. Fundado inicialmente em 1561 pelo Duque de Aveiro, D. João de Lencastre, o convento nasceu como um modesto espaço dedicado aos frades arrábidos, caracterizado por paredes de adobe e estruturas simples.
Em 1591, no lugar de Berlé, o conjunto foi reconstruído com o patrocínio de D. Álvaro e outros nobres locais. A igreja conventual constitui o elemento arquitetónico principal, com uma fachada marcada por uma janela central do coro e coroamento em empena. O interior apresenta uma nave única revestida por azulejos azuis e brancos do século XVIII, retábulos neoclássicos e uma capela-mor quadrangular.
Ao longo dos séculos, o convento sofreu diversas transformações. O terramoto de 1755 causou significativos danos estruturais, levando a obras de recuperação. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, o espaço passou por diferentes proprietários, incluindo a Santa Casa da Misericórdia de Torres Novas.
Atualmente, o conjunto foi adaptado a uma unidade de turismo, mantendo a propriedade na posse dos herdeiros de José de Sousa Moreira. Os visitantes podem hoje desfrutar de cinco quartos, salão, bar, piscina e zonas de lazer, num espaço que preserva memórias de séculos de história regional.
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