Na pitoresca aldeia de Barbeita, entre Monção e Melgaço, encontramos um espigueiro singular que desafia a tipologia tradicional do Minho. Construído no século XIX, este espigueiro destaca-se pela sua estrutura invulgarmente larga, possivelmente resultante da fusão de dois espigueiros mais estreitos.
Com uma base robusta de granito assente em pilares cónicos, o edifício apresenta uma c…
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Na pitoresca aldeia de Barbeita, entre Monção e Melgaço, encontramos um espigueiro singular que desafia a tipologia tradicional do Minho. Construído no século XIX, este espigueiro destaca-se pela sua estrutura invulgarmente larga, possivelmente resultante da fusão de dois espigueiros mais estreitos.
Com uma base robusta de granito assente em pilares cónicos, o edifício apresenta uma composição arquitetónica complexa. A estrutura retangular desenvolve-se em dois corredores laterais e um corredor central, coberto por telhado de duas águas. As fachadas combinam elementos em cantaria e madeira, com pormenores decorativos como pináculos nos cantos e uma cruz latina no topo.
Originalmente concebido para secar e armazenar cereais, nomeadamente milho, o espigueiro protege a colheita de roedores e intempéries. O espaço inferior, atualmente fechado, serve hoje como área de arrumos e inclui um forno tradicional.
A sua importância ultrapassa a função agrícola: representa um exemplo concreto da engenhosidade rural minhota, tendo sido classificado como imóvel de interesse municipal pela sua configuração única no panorama regional.
Próximo ao espigueiro, uma curiosa estátua local recorda uma lenda sobre Pedro Macau, um capataz galego imortalizado em pedra por um trabalhador com quem terá tido conflitos.
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