Construído no século I d.C. e integrado no projecto de urbanização da época de Augusto, o aqueduto de Conímbriga constitui um singular exemplo da engenharia hidráulica romana. A captação de água processa-se através de represa e torre rectangular — o castellum — cuja câmara inferior coberta por abóbada de canhão com extradorso em arco abatido revela características tipicamente romanas.
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Construído no século I d.C. e integrado no projecto de urbanização da época de Augusto, o aqueduto de Conímbriga constitui um singular exemplo da engenharia hidráulica romana. A captação de água processa-se através de represa e torre rectangular — o castellum — cuja câmara inferior coberta por abóbada de canhão com extradorso em arco abatido revela características tipicamente romanas.
Ao longo de aproximadamente 3 550 metros, o aqueduto desenvolve percurso engenhoso que alterna troços subterrâneos com secções assentes sobre sapata junto ao solo. No término, a água corria sobre dezasseis arcos, dos quais subsiste apenas um exemplar, prosseguindo depois sobre paredão antes de retomar andamento subterrâneo até desembocar nas termas situadas a sul das ruínas.
Em plena época de Cláudio, o aqueduto funcionou também como esgoto, antecedendo a construção de duas cisternas. Este sistema evidencia a sofisticação do planeamento urbano romano e a importância atribuída ao abastecimento de água nas cidades imperiais, permanecendo como prova eloquente da capacidade técnica que permitiu aos romanos transformar Conímbriga numa próspera urbe dotada de todas as comodidades civilizacionais.
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