O pelourinho de Cheleiros, fragmentado mas ainda presente, conta a história de uma antiga vila com importante passado administrativo. Localizado a meia-encosta sobre a ribeira de Cheleiros, no termo de Mafra, este monumento assinala séculos de governação local.
Recebendo foral em 1195 por D. Sancho I, Cheleiros foi sede de concelho até 1855. O pelourinho, erguido em 1516 durante a ref…
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O pelourinho de Cheleiros, fragmentado mas ainda presente, conta a história de uma antiga vila com importante passado administrativo. Localizado a meia-encosta sobre a ribeira de Cheleiros, no termo de Mafra, este monumento assinala séculos de governação local.
Recebendo foral em 1195 por D. Sancho I, Cheleiros foi sede de concelho até 1855. O pelourinho, erguido em 1516 durante a reforma manuelina, simbolizava o poder judicial e administrativo local. Hoje, restam apenas elementos dispersos: um fuste octogonal em calcário integrado no cruzeiro da matriz e um remate esférico de 35 cm, preso com ferros a um muro próximo à antiga casa da câmara.
Na confluência das antigas vias entre Sintra e Mafra, o pelourinho marca a posição estratégica da vila. A simplicidade da sua arquitetura - base octogonal de três degraus, fuste liso e remate esférico - reflete a modéstia administrativa de Cheleiros.
Classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, o pelourinho preserva memórias de uma comunidade rural que manteve autonomia durante séculos, testemunhando as transformações administrativas de Portugal entre os séculos XII e XIX.
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