A Casa Mora, localizada no Montijo, é um exemplar notável da arquitetura residencial do século XIX. Construída em 1875 por Domingos Tavares, um importante proprietário rural de Aldeia Galega que viria a ser presidente da câmara local, a casa revela o requinte da época oitocentista.
O edifício combina elementos arquitetónicos ecléticos, integrando características neoclássicas, neobarro…
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A Casa Mora, localizada no Montijo, é um exemplar notável da arquitetura residencial do século XIX. Construída em 1875 por Domingos Tavares, um importante proprietário rural de Aldeia Galega que viria a ser presidente da câmara local, a casa revela o requinte da época oitocentista.
O edifício combina elementos arquitetónicos ecléticos, integrando características neoclássicas, neobarrocas e da arte nova. A fachada impressiona pela sua elegância: um piso nobre com varanda de ferro trabalhado, assente em modilhões decorativos, e um lanternim no telhado com vidros coloridos. Originalmente coroada por quatro estatuetas hoje desaparecidas, a platibanda cerâmica completa o desenho exterior.
No interior, os espaços conservam pormenores originais de grande valor: estuques elaborados, pinturas murais, algumas em trompe l'oeil, e escaiolas que testemunham o apurado gosto decorativo da época. O jardim nas traseiras alberga ainda peças arqueológicas em exposição.
Adquirida pela autarquia nos anos 80, a casa transformou-se em museu municipal em 1993, preservando a memória arquitetónica e social de uma importante família do Montijo oitocentista.
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