O Moinho de Vento do Esteval, construído em 1826 no concelho do Montijo, é um exemplo singular dos moinhos tradicionais do sul de Portugal. Integrado originalmente na Quinta do Moinho Velho, este moinho fazia parte de um conjunto de onze unidades de moagem que marcavam a paisagem agrícola local.
A estrutura robusta desenvolve-se em três pisos: o térreo para armazenar o cereal, o inter…
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O Moinho de Vento do Esteval, construído em 1826 no concelho do Montijo, é um exemplo singular dos moinhos tradicionais do sul de Portugal. Integrado originalmente na Quinta do Moinho Velho, este moinho fazia parte de um conjunto de onze unidades de moagem que marcavam a paisagem agrícola local.
A estrutura robusta desenvolve-se em três pisos: o térreo para armazenar o cereal, o intermédio que servia de habitação ao moleiro e alojava parte do mecanismo, e o piso superior onde se encontram as mós e os elementos fundamentais para a moagem. A torre cilíndrica de pedra, com paredes espessas que afunilam ligeiramente para o topo, suporta um capelo rotativo coberto com chapa de zinco pintada de negro.
O mecanismo de moagem mantém a técnica tradicional: um mastro diagonal sustenta quatro velas de pano que captam o vento, fazendo girar o sistema interno que transforma o cereal em farinha. Um pormenor curioso é o registo de azulejos dedicado a Nossa Senhora da Atalaia, colocado sobre a porta orientada a sudeste.
Após 75 anos de laboração, o moinho foi desativado no início do século XX. Em 2000, a autarquia procedeu à sua reconstrução, transformando-o num espaço museológico que preserva a memória das técnicas agrícolas tradicionais.
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