A Igreja Matriz do Espírito Santo, localizada no Montijo, revela a rica história arquitetónica e religiosa desta região do Tejo. Originalmente construída no século XIV como substituição da ermida de São Sebastião, o templo revela várias fases de desenvolvimento urbano e construtivo.
A estrutura atual apresenta três naves de quatro tramos, com uma fachada maneirista ladeada por duas to…
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A Igreja Matriz do Espírito Santo, localizada no Montijo, revela a rica história arquitetónica e religiosa desta região do Tejo. Originalmente construída no século XIV como substituição da ermida de São Sebastião, o templo revela várias fases de desenvolvimento urbano e construtivo.
A estrutura atual apresenta três naves de quatro tramos, com uma fachada maneirista ladeada por duas torres sineiras rematadas por coruchéus gomados. O portal principal, enquadrado por pilastras caneladas, sustenta um frontão triangular, com uma janela de 1604 a assinalar uma importante campanha de obras.
No interior, destacam-se os painéis de azulejaria setecentistas que narram cenas religiosas, nomeadamente momentos da vida da Virgem e do Espírito Santo. O retábulo-mor, em talha dourada do século XVII, alberga uma pintura quinhentista da Descida do Espírito Santo, atribuída a Diogo Teixeira.
Elementos como o púlpito do século XVII, conjugando mármore, bronze e escultura, e os retábulos laterais em talha barroca, enriquecem o ambiente sagrado. A sacristia complementa o conjunto com os seus azulejos em albarradas azuis e brancas e o lavabo de mármore rosado.
A igreja reflete assim a evolução arquitetónica e artística dos séculos XIV a XVIII, constituindo um importante marco patrimonial do Montijo.
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