No coração da histórica cidade de Évora, no Rossio de São Brás, encontra-se um chafariz que conta a história da distribuição de água desde finais do século XV. As primeiras referências documentais remontam a 1497, quando D. Manuel autorizou a construção de um poço no local, que posteriormente se transformou em chafariz público.
A estrutura assenta numa base circular de cinco degraus e…
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No coração da histórica cidade de Évora, no Rossio de São Brás, encontra-se um chafariz que conta a história da distribuição de água desde finais do século XV. As primeiras referências documentais remontam a 1497, quando D. Manuel autorizou a construção de um poço no local, que posteriormente se transformou em chafariz público.
A estrutura assenta numa base circular de cinco degraus em granito, interrompidos por dois tanques rectangulares. O elemento central é uma agulha piramidal coroada por uma esfera, de onde originalmente a água jorrava. Porém, devido à força do vento que dispersava a água, foram posteriormente abertos quatro orifícios no pedestal para garantir um fluxo mais controlado.
Os historiadores divergem sobre a data exacta de construção: Augusto B. Elerperck situa-o em 1592, André de Resende refere a sua existência em 1573, Túlio Espanca aponta para após 1604, e o Padre Frederico da Fonseca regista-o em 1728.
Em 1965, a Câmara Municipal de Évora realizou obras de beneficiação, preservando este elemento arquitetónico que testemunha séculos de evolução urbana e gestão dos recursos hídricos na região alentejana.
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