O Pelourinho de Azaruja, localizado na freguesia de São Bento do Mato, no município de Évora, é um marco histórico singular do século XVIII que conta a história dos poderes senhoriais do Alentejo. Construído em mármore branco de Estremoz, o monumento assinala os antigos direitos jurisdicionais dos Condes das Galveias sobre os coutos das Bruceiras.
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O Pelourinho de Azaruja, localizado na freguesia de São Bento do Mato, no município de Évora, é um marco histórico singular do século XVIII que conta a história dos poderes senhoriais do Alentejo. Construído em mármore branco de Estremoz, o monumento assinala os antigos direitos jurisdicionais dos Condes das Galveias sobre os coutos das Bruceiras.
A sua estrutura arquitectónica revela pormenores interessantes: uma base octogonal de dois degraus suporta uma coluna elegante, rematada por um capitel simples com elementos em ferro forjado. No topo, um pináculo cónico e uma bandeira metálica completam o seu desenho característico.
A história do pelourinho está ligada à fundação da vila por D. Martim Lopes Lobo, alcaide-mor de Castelo Ventoso, que transformou terras próprias em território urbano na segunda metade do século XVIII. Posteriormente, através de casamento, o senhorio passou para a família dos Condes das Galveias.
Após décadas de abandono, com as suas peças dispersas pela povoação, o pelourinho foi recuperado nos anos 60 do século passado. Hoje, integrado num jardim da praça central, constitui um elemento patrimonial classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1933, testemunhando a organização administrativa e judicial de uma época.
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