Na cidade histórica de Évora, próximo da Sé, encontra-se uma casa quinhentista com uma janela manuelina singular, tradicionalmente associada ao poeta e cronista Garcia de Resende. O edifício, de planta irregular trapezoidal, desenvolve-se em dois pisos principais, revelando uma complexa história arquitectónica.
A janela principal, esculpida em mármore e granito regional, apresenta car…
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Na cidade histórica de Évora, próximo da Sé, encontra-se uma casa quinhentista com uma janela manuelina singular, tradicionalmente associada ao poeta e cronista Garcia de Resende. O edifício, de planta irregular trapezoidal, desenvolve-se em dois pisos principais, revelando uma complexa história arquitectónica.
A janela principal, esculpida em mármore e granito regional, apresenta características híbridas que combinam influências mudéjares, tardo-góticas e alentejanas. Desenhada possivelmente por Diogo de Arruda nas primeiras décadas do século XVI, possui um vão duplo com arcos polilobados, suportados por uma coluna central decorada com capitel vegetalista.
Intervenções posteriores, sobretudo no século XIX, modificaram significativamente o imóvel. A fachada recebeu decoração esgrafitada imitando pedra aparelhada, e foram adicionados elementos decorativos de gosto revivalista. As sondagens arqueológicas realizadas nos anos 80 revelaram estruturas originais entaipadas, como vãos, arcos e chaminés quinhentistas.
Distribuído em torno de um pátio interior, o edifício mantém a estrutura característica das habitações urbanas do sul de Portugal, apesar das múltiplas transformações ao longo dos séculos.
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