O Mosteiro de Vila Nova de Muía, localizado no Alto Minho, conta uma história rica que remonta ao início do século XII. Fundado por Godinho Fajes de Lanhoso por volta de 1100, o mosteiro passou para a Ordem de Santo Agostinho ainda no século XII, período que marcou profundamente a sua estrutura arquitetónica.
As características românicas mais antigas conservam-se na capela-mor, com pl…
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O Mosteiro de Vila Nova de Muía, localizado no Alto Minho, conta uma história rica que remonta ao início do século XII. Fundado por Godinho Fajes de Lanhoso por volta de 1100, o mosteiro passou para a Ordem de Santo Agostinho ainda no século XII, período que marcou profundamente a sua estrutura arquitetónica.
As características românicas mais antigas conservam-se na capela-mor, com planta quadrangular e modilhões que suportam a cornija. O arco triunfal, parcialmente modificado em épocas posteriores, mantém um friso exterior com decoração característica das oficinas bracarenses de meados do século XII.
No século XVI, a fachada principal foi redesenhada com um portal maneirista de volta perfeita, encimado por um frontão triangular com inscrição dedicada a Nossa Senhora da Graça. Na primeira metade do século XVIII, o interior foi enriquecido com um retábulo barroco nacional de ampla tribuna.
Um elemento singular é a torre quadrangular medieval, construída entre os séculos XIII e XIV, que se destaca na paisagem como símbolo de autoridade local. O complexo monacal, que inclui a igreja e a torre, foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1946.
O mosteiro guarda memórias de momentos históricos significativos, como o recolhimento de D. Afonso Henriques e a educação dos poetas Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz no século XVI.
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