A Torre de Dornes destaca-se pela invulgar planta pentagonal, raridade na arquitectura militar medieval portuguesa. Mandada edificar na segunda metade do século XIII por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo que reformulou o sistema defensivo da linha do Tejo, a atalaia ergueu-se sobre base de antiga fortaleza romana, possivelmente um torreão.
Com cerca de vinte metros de altura e…
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A Torre de Dornes destaca-se pela invulgar planta pentagonal, raridade na arquitectura militar medieval portuguesa. Mandada edificar na segunda metade do século XIII por Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo que reformulou o sistema defensivo da linha do Tejo, a atalaia ergueu-se sobre base de antiga fortaleza romana, possivelmente um torreão.
Com cerca de vinte metros de altura em alvenaria de xisto argamassada e cunhais em cantaria calcária, alguns siglados, a torre apresenta paramentos aprumados rematados por friso e cornija quinhentistas. O portal sobrelevado de verga recta, acedido por escada em L adossada, reaproveita estela funerária decorada com lança, dardo e escudos relevados. No interior conservam-se estelas funerárias templárias e abobadilha de tijolo sobre trompas de ângulo, integrando no fecho lápide romana.
No século XVI, perdida a função defensiva, a torre foi remodelada para torre sineira do concelho. Três ventanas em arco de volta perfeita abertas superiormente em duas faces viradas a poente albergam os sinos, mostrando esta transformação que adaptou o monumento templário às necessidades da comunidade.
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