O Castro da Fórnea, localizado num pequeno outeiro calcário junto ao vale do rio Sizandro, em Torres Vedras, revela a rica história das comunidades pré-históricas que habitaram esta região. Datado do período Calcolítico (cerca de 2500-2000 a.C.), o povoado oferece um olhar fascinante sobre as estratégias de sobrevivência e organização social dos primeiros habitantes.
O sítio arqueológ…
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O Castro da Fórnea, localizado num pequeno outeiro calcário junto ao vale do rio Sizandro, em Torres Vedras, revela a rica história das comunidades pré-históricas que habitaram esta região. Datado do período Calcolítico (cerca de 2500-2000 a.C.), o povoado oferece um olhar fascinante sobre as estratégias de sobrevivência e organização social dos primeiros habitantes.
O sítio arqueológico destaca-se pelo seu sistema defensivo inteligente, aproveitando os afloramentos rochosos naturais e construindo muralhas de blocos calcários que protegiam a plataforma principal. Os arqueólogos identificaram um fundo de cabana com paredes de pedra, típico dos povoados de altura desta época.
Os artefactos recolhidos documentam a vida quotidiana: instrumentos líticos em sílex, incluindo pontas de seta e machados, alfinetes de cabelo em osso e cerâmica diversificada. As peças cerâmicas revelam uma transição cultural, com taças carenadas do Neolítico final e vasos hemisféricos característicos do Calcolítico, decorados com motivos complexos como caneluras, sulcos e padrões geométricos.
As primeiras escavações, realizadas por Aurélio Ricardo Belo em 1931, marcaram um momento importante na arqueologia portuguesa, revelando a riqueza arqueológica desta região de Torres Vedras.
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