O Moinho de Maré de Corroios, localizado no estuário do Tejo, é um exemplar único da arquitetura agrícola portuguesa dos séculos XV e XVIII. Construído em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, o moinho aproveitava a força das marés para moer cereais, utilizando um sistema de comportas e rodízios que permitiam transformar grãos em farinha.
Erguido sobre o leito do rio, o edifício compõe-se…
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O Moinho de Maré de Corroios, localizado no estuário do Tejo, é um exemplar único da arquitetura agrícola portuguesa dos séculos XV e XVIII. Construído em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, o moinho aproveitava a força das marés para moer cereais, utilizando um sistema de comportas e rodízios que permitiam transformar grãos em farinha.
Erguido sobre o leito do rio, o edifício compõe-se de dois corpos retangulares: um destinado à moagem e outro à habitação do moleiro. A fachada principal, datada de 1752, apresenta um portal decorado com círculos concêntricos e uma cartela com inscrição histórica. O sistema de moagem inclui oito casais de mós, operados pela pressão da água durante a maré baixa.
Após décadas de funcionamento, o moinho foi adquirido pela Câmara Municipal do Seixal em 1980 e restaurado. Reaberto em 1986 como núcleo do Ecomuseu Municipal, hoje permite aos visitantes conhecer uma tecnologia agrícola tradicional. Integrado no sapal de Corroios, um importante ecossistema húmido, o moinho oferece não apenas história, mas também a possibilidade de observar a rica biodiversidade local.
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