O aqueduto quinhentista e a Mãe d'Água revelam uma complexa infraestrutura histórica de abastecimento de água. Construído em 1590 por D. António de Castro, conde de Monsanto, este sistema servia a Fonte Nova e os jardins do palácio local, tornando-se crucial para o desenvolvimento urbano da vila.
A estrutura, com cerca de 300 metros de extensão, apresenta características arquitetónica…
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O aqueduto quinhentista e a Mãe d'Água revelam uma complexa infraestrutura histórica de abastecimento de água. Construído em 1590 por D. António de Castro, conde de Monsanto, este sistema servia a Fonte Nova e os jardins do palácio local, tornando-se crucial para o desenvolvimento urbano da vila.
A estrutura, com cerca de 300 metros de extensão, apresenta características arquitetónicas únicas: alvenaria de pedra rebocada, abóbadas de construção variada e quatro elementos troncocónicos que protegiam os respiradouros. Um poço octogonal de pedra, com uma rara abóbada em caracol, completa o conjunto.
Os documentos históricos revelam a importância social deste sistema. As posturas camarárias regulavam rigorosamente a utilização da fonte, estabelecendo filas, limitando o acesso em períodos de escassez e impondo multas para preservar a infraestrutura.
Após o terramoto de 1755, o aqueduto perdeu a sua função principal. Hoje, integrado no Parque Urbano da Ribeira dos Mochos, o conjunto permanece como um vestígio eloquente da engenharia hidráulica quinhentista, testemunhando as complexas soluções técnicas e sociais de gestão da água em Cascais.
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