Na margem atlântica de Cascais, a Praia da Ribeira revela camadas de história militar e piscatória. Desde tempos remotos, esta enseada serviu comunidades que dependiam do mar para sobrevivência, com pescadores encontrando abrigo natural nas suas águas protegidas.
Após a Restauração da Independência em 1640, D. António Luís de Meneses, Conde de Cantanhede, desenhou um sistema defensivo…
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Na margem atlântica de Cascais, a Praia da Ribeira revela camadas de história militar e piscatória. Desde tempos remotos, esta enseada serviu comunidades que dependiam do mar para sobrevivência, com pescadores encontrando abrigo natural nas suas águas protegidas.
Após a Restauração da Independência em 1640, D. António Luís de Meneses, Conde de Cantanhede, desenhou um sistema defensivo estratégico ao longo da costa. Na Praia da Ribeira, dois bastiões foram construídos para defender a entrada da Barra do Tejo, antecâmara de Lisboa. Estas estruturas, articuladas com o Forte de Santa Catarina, formavam parte de uma cintura defensiva que incluía fortes como o do Guincho e de São Jorge de Oitavos.
As inundações de novembro de 1983 revelaram parte das bases da muralha original, expondo vestígios da engenharia militar portuguesa do século XVII. A localização geográfica privilegiada de Cascais - entre serra e mar - tornava a zona crucial para a defesa nacional, transformando a pequena vila num ponto estratégico de proteção contra invasões marítimas.
Hoje, estes fragmentos arquitetónicos contam a história de resistência e planeamento defensivo de Portugal, convidando os visitantes a imaginar os desafios militares de uma época marcada por conflitos e transformações políticas.
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