O Casal de Monserrate, localizado a oeste do jardim do Casino do Estoril, é um exemplar notável da arquitetura modernista portuguesa dos anos 1930. Projetada originalmente em 1929 por Porfírio Pardal Monteiro e Cristino da Silva para o Engenheiro Álvaro Pedro de Sousa, a moradia foi profundamente redesenhada em 1932, tornando-se uma obra singular de integração arquitetónica e paisagística.
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O Casal de Monserrate, localizado a oeste do jardim do Casino do Estoril, é um exemplar notável da arquitetura modernista portuguesa dos anos 1930. Projetada originalmente em 1929 por Porfírio Pardal Monteiro e Cristino da Silva para o Engenheiro Álvaro Pedro de Sousa, a moradia foi profundamente redesenhada em 1932, tornando-se uma obra singular de integração arquitetónica e paisagística.
A casa desenvolve-se em três pisos, construída em calcário branco com elementos decorativos Art Deco. As fachadas apresentam pormenores elegantes como vitrais de Ricardo Leone, baixos-relevos e janelas com persianas castanhas. O interior mantém mobiliário original desenhado pelo próprio arquiteto, incluindo espaços sociais como biblioteca e salas de estar.
O jardim, elemento fundamental do conjunto, combina diferentes linguagens paisagísticas. Organizado em torno de um eixo simétrico com uma fonte romântica, inclui zonas de pinhal, esculturas de Leopoldo de Almeida e pormenores como azulejos e mosaicos.
Após 1974, o imóvel foi doado à Fundação de Sousas, tendo funcionado como centro de dia até época recente. Hoje, constitui um registo único do modo de habitar de uma classe social específica no início do século XX.
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