O Palácio da Rosa, situado na Mouraria, em Lisboa, é um solar oitocentista com traços arquitetónicos quinhentistas que conta a história de uma das mais antigas famílias nobres portuguesas. Originalmente construído no final do século XIV por Afonso Anes Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor, o palácio sofreu profundas transformações após o devastador Terramoto de 1755.
A atual estrutura, r…
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O Palácio da Rosa, situado na Mouraria, em Lisboa, é um solar oitocentista com traços arquitetónicos quinhentistas que conta a história de uma das mais antigas famílias nobres portuguesas. Originalmente construído no final do século XIV por Afonso Anes Nogueira, cavaleiro e alcaide-mor, o palácio sofreu profundas transformações após o devastador Terramoto de 1755.
A atual estrutura, reedificada no século XVIII por Xavier de Lima, pertenceu sucessivamente aos Marqueses de Ponte de Lima e Castelo Melhor. O portal nobre, de linguagem barroca, apresenta um frontão triangular coroado por uma cartela rococó com o brasão esquartelado da família, ladeado por dois leões imponentes.
O interior revela uma riqueza patrimonial notável: salões amplos comunicam entre si, decorados com estuques pintados do final do século XVIII e início do XIX. O pátio interno ostenta um revestimento azulejar executado por Pereira Cão em 1904, na Fábrica da Viúva Lamego, representando episódios históricos e brasões familiares.
Adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa em 1970, o palácio já albergou instituições culturais como o Gabinete de Estudos Olissiponenses e a Academia de História. Atualmente, pondera-se a sua transformação num hotel de luxo, mantendo viva a memória de séculos de história lisboeta.
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