Na zona do Campo Grande, em Lisboa, o palacete de Joaquim Pires Mendes, construído no início do século XX (1911-1913), representa um exemplar notável da arquitetura eclética residencial. Projetado pelo arquiteto José Coelho, o edifício combina elementos arquitetónicos de diferentes períodos, incluindo referências clássicas, barrocas, românticas e de Arte Nova.
A fachada principal dest…
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Na zona do Campo Grande, em Lisboa, o palacete de Joaquim Pires Mendes, construído no início do século XX (1911-1913), representa um exemplar notável da arquitetura eclética residencial. Projetado pelo arquiteto José Coelho, o edifício combina elementos arquitetónicos de diferentes períodos, incluindo referências clássicas, barrocas, românticas e de Arte Nova.
A fachada principal destaca-se pela sua composição cuidada: um corpo central ladeado por dois corpos secundários, divididos por pilastras de cantaria decoradas com motivos vegetalistas. Pormenores como os jarrões no topo e a cornija conferem elegância à estrutura. A entrada principal, com uma porta de madeira almofadada e bandeira em ferro trabalhado, é particularmente impressionante, ladeada por janelas de fresta com desenhos ondulantes em ferro.
O interior foi totalmente remodelado, apresentando azulejos com motivos alegóricos - puttis, cisnes e flores - que adornam os panos murários exteriores. Desenvolvendo-se em três níveis (cave e dois andares), o palacete reflete o gosto arquitetónico da época, com pormenores em cantaria e ferro que testemunham o requinte construtivo do início do século XX.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o edifício situa-se na zona envolvente da Biblioteca Nacional de Portugal, integrando um conjunto arquitetónico de relevância histórica e cultural.
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