Na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, encontramos um edifício romântico construído entre 1849 e 1865 por iniciativa de António da Costa Lamego. A sua característica mais marcante é o revestimento cerâmico integral da fachada, da autoria de Luís Ferreira, conhecido como Ferreira das Tabuletas, pintor de azulejos das Fábricas da Calçada do Monte e Viúva Lamego.
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Na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, encontramos um edifício romântico construído entre 1849 e 1865 por iniciativa de António da Costa Lamego. A sua característica mais marcante é o revestimento cerâmico integral da fachada, da autoria de Luís Ferreira, conhecido como Ferreira das Tabuletas, pintor de azulejos das Fábricas da Calçada do Monte e Viúva Lamego.
O imóvel desenvolve-se em dois registos, cada um com duas janelas, sendo o segundo coroado por uma varanda. O programa decorativo dos azulejos revela uma abordagem romântica à pintura tradicional, combinando elementos cromáticos e estilísticos distintos. No primeiro registo, predominam tons de verde e amarelo, com motivos orientalizantes e representações alegóricas da fábrica. O segundo registo apresenta composições vegetalistas, inspiradas nas albarradas barrocas.
Um pormenor curioso reside na base do edifício: assenta sobre uma mina de água que antigamente abastecia o chafariz da Avenida Almirante Reis. O remate superior inclui anjos segurando uma filactera (bandeirola, pergaminho de fala ou voluta de fala)com a data da decoração, pintados em tons amarelos.
Localizado no gaveto formado pela Avenida do Almirante Reis e o Largo do Intendente Pina Manique, o edifício constitui um exemplo notável da arte cerâmica oitocentista lisboeta.
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