Na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, este edifício de três pisos, classificado como Imóvel de Interesse Público, revela a riqueza arquitetónica do início do século XX. Originalmente pertencente à Companhia de Panificação Lisbonense, o imóvel passou por várias entidades até se estabelecer como um marco da panificação mecânica na cidade.
A fachada revestida a azulejos policromados a…
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Na freguesia de Santa Isabel, em Lisboa, este edifício de três pisos, classificado como Imóvel de Interesse Público, revela a riqueza arquitetónica do início do século XX. Originalmente pertencente à Companhia de Panificação Lisbonense, o imóvel passou por várias entidades até se estabelecer como um marco da panificação mecânica na cidade.
A fachada revestida a azulejos policromados atrai o olhar do observador. No piso térreo, destaca-se uma inovadora composição de ferro e vidro, com três arcos abatidos separados por delgadas colunas, criando uma dinâmica visual moderna para a época. Os dois andares superiores apresentam uma alternância elegante entre janelas de peito retangulares e janelas de sacada com guardas de ferro, todas emolduradas em cantaria.
No interior, a decoração Arte Nova ganha protagonismo através de elementos únicos: estuques trabalhados no teto, pilastras em madeira com motivos florais e azulejos pintados da oficina de Rafael Bordalo Pinheiro. Os materiais - ferro, madeira, vidro e cerâmica - combinam-se harmoniosamente, criando um ambiente que testemunha a transição estética entre os finais do século XIX e inícios do século XX.
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